pela narina esquerda
pela narina esquerda
sinto melhor a falsidade
no entanto é com a direita
que guio o coração aleijado
desatino
quero deixar de cheirar
fosse a vontade um alicate
e arrancava-me pelo nariz
nem rinoplastia nem futuro
dói-me tanto a paciência
não sou feliz na escuridão
debalde a pobreza me disfarça

Um texto em jeito de eco…
A cidade branca
Na cidade branca tudo é mais nítido
as formas, as cores, os cheiros, eu
em mim, translúcido
nas breves formas da manhã austera
rasgada pelo violento endoidecer
eu em mim a olhar para mim
na cidade branca
a enlouquecer em mim
foda-se
…
Miguel.
Abraço
Comment by Miguel Godinho — February 18, 2008 @ 11:07 pm