debelam-se grito a grito
debelam-se grito a grito
reverberantes de formatos
urinam medo aos postes
mais cinzentos da cidade
fazem versos do sangue coalhado
anunciando chegar dos céus
a redenção suprema dos inúteis
desferem golpes prosaicos
e sentam-se à mesa
polida chupam a cabeça
dos camarões importados
enquanto alvarinho vem e não vem
vai rodando a maionese
